"Hearts and thoughts they fade... fade away!"

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Considerações sobre a (minha) insônia

Ontem fui para a cama pensando que iria ter uma boa noite mas... pois é, me enganei. Minha velha companheira chamada insônia resolveu fazer uma visita.

Todas as vezes em que ela veio me visitar eu recusava o convite a curtir o momento e ligava a televisão e reclamava da falta de sorte que é não dormir. Mas dessa vez não. Dessa vez mantive a televisão desligada e aproveitei o silêncio da madrugada para entender melhor o quê se passava na minha mente naquele exato momento, organizar pensamentos, ler um pouco, tomar chá gelado(que nesse frio fez tremer até minha alma), reparar que a um certa estação de rádio tocou wind of change umas 4 vezes, mais próximo do amanhecer coloquei uma cadeira na sacada e observei os urubus planando. Percebi que tudo nessa madrugada teve um ar especial, mas sem entender o motivo.

Consegui assim curtir o meu momento a sós com ela. Fazia tempos que essa minha amiga de décadas não assombrava a minha noite. Até toda a minha família acordar e acabar com a minha melhor noite insone.

Takeeeeeeee me to the magic of the moment on a glory night

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Reflexão sobre o nada

"Faz uns quatro dias que ela já está assim...", diz uma voz em tom de indignação e uma pitada de pesar. "Não sei mais o quê faço. Ela não levanta desse sofá, nem na hora da jantâ!".

Ela que sempre foi uma menina que se interessava por tudo, achava graça em tudo, procurava saber de tudo. Agora está ali parada. Deitada, ou largada, no sofá da sala, olhando para o teto branco, já meio bege devido a falta de pintura, refletindo o nada...

Antes aquele era o único sofá da casa. Logo depois que ela deitou, para não mais se levantar, o pai teve que comprar outro sofá para que a família pudesse sentar e utilizar aquele comodo. Já estão até pensando em mudar a sala para outro lugar... o antigo quarto que era dela.

Uma hora se passa, dois dias, três semanas, quatro meses...oito meses... um ano! E ela continua ali, deitada no sofá... a pensar em nada, a não se importar com nada, sem sorrir ou chorar para nada, refletindo sobre o nada!.

O pai, a mãe e os irmãos (uma irmã mais velha de 20 anos e um irmão mais novo de 9 anos) já tentaram de tudo... festas, doutores, padres, pastores, doutores, teólogia, filosofia, missas, cultos, candomblé... mas tudo foi em vão. Ela não se mexe e continua ali.. olhando o teto e com cara de NADA!

Mais um tempo passa e o familiares se conformam com a condição dela, a pequena cidade passa a ser ponto turístico, todos querem saber onde vive aquela jovem inerte e com cara de nada. "Será que ela tem pensamentos?" essa é a pergunta dos poucos curiosos que conseguem ver a moça.

Um cara aparece na cidade, ninguém sabe de onde vem... não ele não veio com um doa grupos de curiosos e muito menos era parente de alguém daquele pequeno pedaço de chão. Ele entra na casa da família e diz em alto e bom tom... "ela morreu". "Mas como assim ela morreu? você não vê que ela ainda respira e que coração bate", responde o pai. "Sim", concorda o desconhecido... "Mas ela perdeu as forças, perdeu a alma... perdeu a esperança!".

"Não é possível!", diz a mãe espantada. "Sim, é possível", diz o pai, "Ela agora se encontrar no nada... refletindo o nada!". "Para ela nada importa agora. Nada é tudo, Tudo é nada!", diz o desconhecido antes de ir embora.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Don't stop till you get it enough (minha opinião sobre a morte do rei do pop)

Ontem o mundo sentiu a perda do menino negro - que depois virou branco em circunstâncias misteriosas - de periferia que conseguiu, junto com os irmãos mais velhos, assinar com a motown, fazer sucesso entre negros e brancos no "final" da segregação racial nos EUA, chamar a atenção de um dos maiores produtores da soul music, começar um carreira solo já esperada - sempre foi tido com o mais talentoso e carismático dos Jackson Five - e depois conquistar o mundo.

Logo as vésperas da tão esperada turnê de despedida, que iria ser realizada na Inglaterra, Michael não resistiu e acabou deixando os fãs do mundo todo incrédulos como a notícia. Parecia que tudo ia tão bem e que ele ia realizar esses shows, reerguer a imagem de mito pop e levantar a grana que precisava. Suponho que nesse instante o corpo do rei do pop deve estar passando por autópsia para descobrirem o quê causou a morte. Mas todos nós já sabemos bem quem é o culpado!

Na noite de ontem e na manhã de hoje todos os canais de TV não paravam de prestar homenagens à Michael, suas músicas, seus covers, sósias e afins superlotavam os programas matutinos e não paravam de dançar... e sua história era contada de várias formas, de vários pontos de vista,etc, etc, etc... E se atendo bem a história de Jacko você acaba vendo quem são os culpados.

A indústria pop é, e sempre será, cruel, massacrante... e aquele que não conseguir administrar essa loucura será fulminado por ela. E Michael era o rei do pop. Todos os holofotes, mídia, critíca... estavam sempre voltados à ele. Qualquer passo em falso e uma enxurrada de processos e criticas negativas eram despejadas em cima do cantor. E no meio do anos 90 ele deu sinais claros de que já estava surtando com a pressão do mundo pop. Juntando essa pressão com uma infância má estruturada, surras do pai, complexo de "feiúra", busca da eterna beleza e juventude - que o transformaram em um homem deformado por várias cirurgias plásticas -, seu vício em remédios e paranóias de doenças... Não fica difícil de concluir que o cantor e compositor era uma bomba relógio.

Michael Jackson foi um dos maiores e mais completos artistas, cantores, dançarinos, showman que o mundo já viu... Mas no final a história dele se resume a um cara que conquistou o mundo, mas não soube se equilibrar em cima dele e acabou caindo por suas excentricidades.

Sim, gostava das músicas do Michael e quero me lembrar dele assim:



ps: cover do chris cornell para billie jean...

domingo, 18 de maio de 2008

Dualidade do Tempo

Ando meio sem tempo esses dias. Não tenho nem mais tempo pra pensar no que vou fazer, com quem eu quero estar ou até quem eu sou... Não tenho mais tempo pra ler - o livro de cabeçeira está encostado a um tempo - e nem tenho tempo pra comentar alguma coisa inútil de algo que até faz algum sentido.

Não ando cheio de tarefas, trabalhos ou obrigações. Apenas me enterrei em um espaço atemporal. E lá pude notar toda a graça e a maldição do tempo. Passam segundos, minutos, horas, dias, semanas e tenho certeza de que sou uma pessoa mais experiente, mas tenho a noção de que o tempo me detona. Cabelos caem, entradas aparecem,juventude desaparece, essa conversa sobre envelhecer ainda me assusta e me derruba... Caminhos solitários, o tempo que reversei pra pensar não me disse o que fazer. Mais um tempo pra pensar! Mas, pensar no quê? No tempo que passa? Na vida que há lá fora ou na vida que há aqui dentro?

Segundos, minutos, horas, dias, semanas e nenhuma ligação, nenhuma mensagem no celular, nenhum e-mail, nenhuma palavra balbuciada, nenhuma resposta, nenhum caminho. A graça que o tempo trás e a experiência de saber que logo mais, em um tempo futuro, tudo isso pode mudar! E só esperar o tempo certo.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Sete Notas!





O sete notas é o novo Blog de resenha músicas que divido com o meu amigo de faculdade Paulo César, que também escreve no A Crítica! - blog que resenha filmes.

Sejam bem vindos para ler, deixar comentários ou só dar uma passada rápida mesmo!
http://www.sete-notas.blogspot.com/

abraços!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

A melhor música de todos os tempos desde... esses últimos dias.

Crash into me da Dave Matthews Band. Essa tem sido a música mais tocada no meu mp3 player ultimamente. Não, não estou apaixonado ou amando alguém, só me peguei em um momento de nostalgia.

Em uma entrevista, Dave disse que essa música é uma adoração as mulheres. E até brincou falando de perspectiva de um voyauer que observa uma garota pela janela. Um fato curioso é que essa música entrou na lista de músicas que não deveriam ser tocadas pelas rádio americanas depois do fato de 11 de setembro.

Os arranjos dessa música e a letra são primorosos. Muitos bons mesmo. E o clipe também segue na mesma linha.

Bom, sem mais delongas:



Fora do Texto: O Teatro Mágico - que me desculpem os fãs xiitas de DMB, mas pra mim o Teatro Mágico tem um estilo parecido ao da banda! - toca a música em alguns shows. Vale a pena dar uma checada!


Ah, esaa música é do segundo álbum de estúdio da banda, Crash. Lançado em 1996. E Crash into me é o single mais bem sucedido dos caras.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O truque que acalma a minha mente.

Outro dia desses estava me perguntando: Porquê eu sempre quis ter um prancha e aprender a surfar? Há uns cinco, seis anos atrás eu responderia "porque todos os meus amigos tem uma prancha e queria ser igual à eles", mas os tempos são outros e aqueles amigos já não são amigos.

Desde pequeno sempre curti água. Nos meus tempos de bebê ficava horas no chuveiro ou na banheirinha e chorava pra não sair e depois vieram as piscinas de plástico (aquelas de 1.ooo litros, que se colca no quintal) e na adolescência as festas com piscina (essas já aquelas gigantescas de fibra, que também se colocam no quintal) e as idas á praia. No ano passado comprei um Long (aqueles pranchões gigantes. usado, mas intacto) e venho constantemente (agora com o desemprego me sobra tempo pra isso!) tentando "dominar" as ondas. Coloquei dominar as ondas porque é pretensão demais alguém dizer que consegue dominar a natureza. Não sou surfista, não encaro isso como um esportista! Não quero aprender a mandar aéreo, floater, cut back e etc. Sei que surfe é um estilo de vida, respeito esse estilo de vida, mas para mim surfar é um hobby, uma distração, um truque para acalmar a minha mente turbulenta.

Quando estou no mar remando não penso em mais nada. Minha mente está calma e não liga mais se devo dinheiro no banco, se eu tô desempregado, se tenho um monte de coisa pra fazer ou se descubro que amo uma pessoa quando ela já foi! Minha cabeça só vê e relata o quê os meus olhos vêem; um mar aberto na minha frente com ondas brecando a cada segundo! Surfar pra mim se assemelha a um excercício de meditação, onde temos que manter a mente limpa de todo e qualquer pensamento. Tudo fica tão externo qual se tem um horizonte azul brecando a sua frente!

Além disso, surfar me trouxe um grande lição de persistência. Quem me conhece sabe que eu não insisto em nada, mas dentro do mar não importa quantos caldos, vacas ou quedas eu sofra. Sempre acabo dando risada e volto pra tomar mais outros na cabeça e ainda acho tudo uma maravilha.

Eu já tenho até um lista de nomes de surfistas que eu admiro. Não, não. Isso não substitui a música. Na minha cabeça música vem primeiro e vai ser sempre o meu amor e a minha vida. Mas que surfe tem ajudado a entender melhor o que passa dentro dessa cabeça grande. Ah, isso tem!

Como disse no começo os tempos são outros (os amigos, graças, também são outros) e eu finalmente descobri porquê queria tanto surfar!

fora do texto: um tempo atrás eu vi um vídeo que mostra o trabalho da surfers healing, projeto que visa ajudar crianças autistas a através dessa terapia maravilhosa que é surfar.


É proibida a incorporação daquele player do vídeo em qualquer site. ela só liberada mediante a aprovação dele. mas vale a pena a checada!